Sempre fico na expectativa de que algo vai acontecer e mudar minha vida de uma hora para outra. Às vezes sinto medo, outras não... Ontem, no final do dia, recebi uma ligação de uma agência de empregos perguntando se gostaria de participar de uma seleção para trabalhar num jornal local. Confesso que me animei até começar a pensar no quanto minha vida mudaria. Como já escrevi em posts anteriores, uma das coisas que mais sinto falta é da rotina acordar, colocar uma roupa legal, ir para o trabalho, almoçar com os amigos e conversar. Desde que sai do Brasil, trabalho em casa e me sinto bem isolado do mundo. Aliás, assim como muitas mães na mesma situação, tento cumprir mil e uma funções num curto período de 24 horas. Todo esse estresse me faz desejar muito voltar à velha rotina casa, escritório, casa.
Mas agora, não sou apenas eu... Somo nós, eu e o Tomás!
Caso passe nessa seleção, teria que colocá-lo numa escola em período integral, viajar todos os dias para uma cidade vizinha, continuar responsável pela casa, curtir meu filhão no final de cada expediente (afinal, passaremos o dia inteiro separados!) e me dedicar ao site e ao blog do Desabafo, que já é um trabalhão!
Não sei se participo da entrevista e muito menos se vou passar ou não na seleção. O que sei é que o simples fato de pensar em delegar a educação do Tomás para outra pessoa, principalmente nessa fase de 2, 3 anos, me dá arrepios e uma dor imensa no coração. Nunca pensei que fosse ser tão difícil tomar essa decisão, considerando a vontade que tenho de voltar a trabalhar fora de casa.
Nossa, tão difícil ser mulher... Pior ainda quando o coração da gente fica dividido!










16 comentários:
ô minha querida!
Que notícia boa! Tomara que você vá fazer a entrevista e seja selecionada. Estou na torcida, mesmo. Sabe por quê? Eu acredito que uma criança com 2/3 anos está mais que pronta para se separar da mammy. Difícl? Com certeza. Apertou meu coração aqui tb. Mas é tão maravilhoso afastar-se e ver que os pequenos seguem, que a vida é deles, que andam por si, em seus próprios caminhos. Eu vejo uma beleza gigantesca nisso. E sei dos custos femininos. A vida não é fácil não. Mas é uma dilícia, né?
bj
Oi, Su. Certamente, como pai, não sinto na mesma intensidade que a mãe que fica curtindo o bebê na gravidez, depois fica 4 meses de grude (e no seu caso, quase 3 anos), mas acho mesmo que você deve participar do processo de seleção e tomara que você passe. A lida é árdua, mas vale a pena. Seu filho vai se desenvolver mais (para o nosso "desespero" as crianças se adaptam facilmente), você vai continuar amando e se dedicando a ele (sem querer relaxar na educação para compensar o tempo longe) e ainda vai se sentir mais realizada profissionalmente. Sei que o trabalho com o blog e o site já toma bastante tempo, mas você também tem de pensar em se manter e evoluir na sua carreira. A luta para fazer o Desabafo dar mais certo, tenha certeza, todos nós continuaremos, mas não fique na dúvida e na indecisão, pois depois você pode ficar na mesma dúvida de ter ou não ido, do que poderia ter acontecido com você etc, etc, etc...
Boa sorte. Como amigo de algum tempo já, desejo mesmo que você se dê bem.
Abraços.
Manoel
Oi Sueli. Ontem á noite eu pensei muito sobre isso. Ser mãe, mulher, dona de casa, mulher moderna, trabalhar fora. é tanta coisa, que a minha cabeça ficou a mil. Eu tenho um filho de 1 ano de 6 meses, o Gabrielzinho, lindo demais!, e trabalho fora, durante o dia todo. Quando chego em casa, o meu filho quer toda a atenção do mundo, quer brincar, ficar comigo e com o meu marido, é claro que nós também queremos a mesma coisa, mas acontece que tem dias que o Gabriel vai dormir por volta da 1 da manhã, querendo brincar e querendo a nossa atenção. Eu juro que eu gostaria de ficar mais tempo com ele, mas levantamos cedo e temos que dormir senão o corpo não aguenta; e ontem foi um dia desse, que o Gabriel dormiu por volta das 2 da manhã. Depois que ele dormiu me deu um remorso de não poder ficar mais tempo com ele... Até chorei...como é complicado essa nossa vida moderna...é duro ter que sair para trabalhar e deixar o filho em casa e só ve-lo á noite...
Ai Sueli...tell me about it!
Eu me sinto exatamente como vc, isolada e com saudades daquela rotina de quem trabalha fora...mas continuo determinada a ficar com minha filha. Ela está numa fase que já poderia tranquilamente ir pra escola, aliás pretendo colocá-la no meio do ano, quando ela estará mais perto dos 3 aninhos. Mas penso em engravidar de novo e meu esquema de trabalho era insano, sem hora pra chegar, viagens etc...não consigo imaginar ficar tanto tempo longe da minha filha, muito menos deixar o proximo filho que vier a ter desde pequeno sob os cuidados de uma babá. E olha que vc aí nos Estados Unidos ainda tem o agravante de não ter uma "assessoria doméstica".
Apesar disso, sabe, tenho projetos. Penso em fazer outra faculadade, cursos, pra poder trabalhar num esquema mais tranquilo, talvez até mesmo em casa. Quem sabe? Nós, mulheres, nascemos mesmo pra sofrer com esses dilemas...
Beijos
Renata
Mãe é uma m*** mesmo né??? risos... Desde que comecei a fazer o tratamento pra engravidar da Isa, em 2003, passei a trabalhar somente meio período, por conta. E era bem legal, até que no ano passado fui convidada pra trabalhar em tempo integral em um escritório. Como a grana era legal aceitei. Agora to aqui. Presa nessa rotina, com o coração na mão qdo penso que agora a Isa acorda e não me vê mais, que tenho muito menos tempo com ela do que antes (pq invariavelmente tenho que trabalhar em casa à noite tb) e sinceramente, preferia mil vezes a situação anterior... como vc, eu penso primeiro no nós, e depois em mim, e qdo fiz o contrário, vi que não funciona muto bem.... =[
Mas enfim, vc deve tomar a decisão que o seu coração mandar, pense nisso...;)
Bjo!
Sueli pode ter certeza que está decisão é difícil pra todas as mães, quando precisei voltar ao trabalho Isadora com apenas quatro meses e meio, ainda fazia faculdade e pensei muito em desistir de tudo, mais levando em consideração que meu salário faria falta pro sustento da casa e que não agüentaria ficar o dia todo em casa, resolvi voltar e hoje pra ser bem sincera não me arrependo, sofremos muito na época Isadora exigia muita a minha presença, as tarefas domesticas me sugava e ainda a faculdade que tive que trancar faltando pouco para me formar, foram meses de sofrimento de erros e acertos e hoje estou feliz.
Eu e meu esposo conseguimos encontrar o equilíbrio montamos um esquema lá em casa na organização e fazemos o passível pra sempre estarmos juntos curtindo a Isadora que hoje já acostumou com nossa rotina e com apenas três anos colabora com tudo, acho que a nosso “PLANEJAMENTO” é tão eficiente que mesmo quando acontece um imprevisto tiramos de letra, mais pra isso levamos muita cabeçada.
Mesmo trabalhando o dia todo fora e meu esposo viajando umas três vezes ao mês, percebo que estamos no caminho certo com os cuidados com Isadora, monitoro tudo e estou sempre em busca de novidades, pego uma dica daqui outra dali e percebo pelas suas atitudes que ela está bem feliz com a vida que levamos.
Não sei se vai servir de apoio mais tenho exemplos bem próximos a nós de crianças da mesma idade que não tem a mesma ATENÇÃO mesmo à mãe ficando em tempo integral.
Procuro sempre pensar na QUALIDADE de tempo que dou pra Isadora e não a QUANTIDADE que fico ao seu lado é claro que pra chegar a essa conclusão não foi nada fácil.
Desejo boa sorte e espero que você encare essa entrevista e que passe na seleção.
Pessoal, muito obrigada pelos comentários!! Achei muito válido o ponto de vista de todos, com certeza está me ajudando a tomar a decisão... que ainda não sei qual é.. ahhaha beijos
Sueli, boa sorte na sua escolha e escute seu coração! Saiba que a vontade de ficar com os filhos vai existir em qualquer idade, mas não podemos esquecer que eles crescem... Falo isso porque o meu filho tem 9 anos e eu quero voltar logo pro mercado de trabalho, mesmo assim ainda questiono se não vale ficar mais um tempo sendo só mãe 24 horas, aproveitando o que não aproveitei quando ele era bem pequeno e eu só ficava com ele praticamente nos finais de semana. Ao mesmo tempo, me vejo sem aquela paciência que eu tinha antes, talvez por só ficar em casa com ele... Trabalhar faz muito bem!
Beijos
Su,
Take your time. Só não vou dizer pra seguir o teu coração porque ele, com certeza, vai ficar sempre com o Tomás :D
bj no coração linda
Ai amiga, VÁ! não pense duas vezes. é uma grande oportunidade de conhecer outras mulheres, outras mães e ainda ter uma experiência profisional NA SUA ÁREA internacional é tudo de bom... não permita-se arrepender no futuro. O tómas está enorme, precisa de um tempo pq só fica ao seu lado, vai ser melhor pra ele do que pra vc...criamos nossos filhos para mundo e, por isso, independencia é fundamental, crucial... eu te conheço de corpo e alma e, por isso,s ei que preciso falar; VÁ, VÁ VÁ!!!!!! Faça seleção e vou rezar para ser a SELCIONADA! não perca esta chance. O Desabafo continua sempre... e a gente aguenta as pontas! o importante é buscarmos nossa felicidade e, ás vezes, ela está lá fora!
bjkas e bons pensamentos para tomada de decisão. que deus te ilume e ore - é bom nessas horas para termos discernimento!
Olá Sueli,
é a 1º vez que visito o vosso blog mas não será a ultima. Pois estou a adorar!
Como te entendo relativamente à proposta de emprego.
Eu até ao nascimento do meu Manuel (que agora tem 16 messes) exercia advocacia e fazia por vocação. Logo que fiquei gravida estabeleci como objectivo emocional ficar com ele em casa durante o 1º ano. Acontece que o 1ª ano chegou e eu não consegui, como tu dizes, "delegar a educação" do Manuel para outra pessoa e bendita a hora que assim foi!
Pois o meu filho continua comigo a tempo inteiro e eu feliz da vida!
Claro, que tenho dias dias dificeis, mas quem não os tem?
Até quando? Eu falo que será até o Manuel fazer 3 anos, mas sinceramente, sinceramente...não sei! A ver vamos...
Não digo que não tenha vontade de voltar a trabalhar, porque tenho. Mas quanto a isso eu gostaria imenso de encontrar alguem para fazer parceria num negocio, em que eu podesse trabalhar sem "abdicar" do meu filho.
Talvez um trabalho em part-time, trabalho em casa, estou receptiva a convites ou sugestões.
Quem sabe aparece alguem a ler este blog com o mesmo interesse que eu?...
Beijinhos e confia na tua decisão de Mãe!
Eduarda
Sueli, acho que independentemente de ir ou não trabalhar, vc deve passar pelo processo seletivo... só isto já vai te tirar um pouco da rotina, vai te fazer bem.
Dae vc deve ter um tempo para pensar a respeito e tomar a decisão.
Eu penso muito sobre este negócio de botar bia ou não na escola logo e ainda acho que ter ela em casa comigo é melhor, no entanto eu acredito que ela deve começar a ampliar seu convívio social e começar e ter acesso ao mundo real que é o mundo sem pai e mãe o tempo todo, isto me parece importante para ela.
É dificil, depois conta para gente o que vc decidiu!
bjos
Agradeço demais os comentários. Nada como partilhar experiências. Uma coisa é certa, o Tomás já está mais que na hora de voltar para a escolinha (ele frequentou a escolinha dos 7 aos 20 meses, e adorava, só parou porque mudamos de país). Nesse meio tempo, no auge de seus dois anos, ele simplesmente grudou em mim... e eu tbm me apeguei demais! Decidi que ele precisa se socializar e eu continuar com meus planos profissionais, mas não tão de repente. Conversei com a pessoa do RH, expliquei minha situação e disse que tenho interesse na vaga, mas preciso organizar as coisas em casa primeiro antes de dar esse passo tão esperado por mim!!!! (vou procurar uma boa escola para o Tomas, ajudá-lo na adaptação etc). É difícil, será difícil, mas meu coração fala que eu serei uma mãe ainda melhor se não desistir da minha profissão... Só agora me toquei que hoje ele tem 2 anos, mas amanhã ele terá 30, 35.. e eu!? Nada como trocar idéias, conhecer outra experiências... Vou voltar a falar com a pessoa do RH dentro de alguns meses, até lá muita coisa vai rolar, tenho certeza! Boa sorte para todos, aprecio demais a decisão e o relato sincero de cada um de vocês! Ah! obrigada pela visita ao blog Eduarda, volte sempre e continue compartilhando suas opiniões conosco. beijos e bom carnaval, Sueli
Na vida se faz escolhas e elas... nosso destino. Como disseram algumas mães: não há nada de errado numa escolinha... desde que não haja sentimento de culpa nem aquelas esticadelas até as 2 da matina, pois aí a indesejada mas necessária rotina (regularidade) some e cobra o preço!
É só uma escolha: O que vc quer da vida? Quer acompanhar os detalhes do crescimento do seu filho? Quer um maior desenvolvimento profissional? Se escolher ficar com seu filho... não vale culpá-lo depois!
Abraços e boa escolha.
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