Aqui nos Estados Unidos os preparativos para as festas de fim de ano começaram em novembro: ruas decoradas, casas iluminadas e os shopping lotados de pessoas comprando, comprando e comprando. Uma loucura. Também deram início às campanhas de conscientização: se beber não dirija! Em NY, por exemplo, é proibido carregar bebida alcoólica na Times Square, local onde as pessoas se reúnem para contagem regressiva (como ir para a Avenida Paulista, mas sem levar latinhas de cerveja ou garrafas de whiskey). Para alguns, pode parecer bobeira esse cuidado, mas não é.
Sei que existem campanhas no Brasil, mas não sei até que ponto são levadas a sério ou conseguem conscientizar as pessoas de que beber e dirigir pode ser fatal. Aqui a marcação é cerrada, inclusive posso ser presa por DUI – Driving Under the Influence e perder a minha licença. Casos de morte ou acidentes causados por motoristas bêbados são tratados com extremo alarde pela mídia americana, amedrontando ainda mais as pessoas. No começo, achei um exagero, mas depois de assistir diversos depoimentos, como o de uma mãe que perdeu um casal de filhos depois que uma motorista bêbada invadiu a calçada, acho certíssima a decisão de deixar todo mundo com medo, não apenas de ser preso, mas de se tornar assassino de um dia para o outro.
Outro dia, numa conversa bem informal, conversava com um amigo alemão sobre nossa experiência no México até ele me perguntar: mas em que o Brasil é diferente do México? Na hora pensei, oras... muitas coisas! Antes que pudesse responder, ele começou a contar que foi ao Brasil a trabalho e um colega (brasileiro) o levou para jantar e mandou ver nas caipirinhas de pinga! Num tom de extrema incredulidade, disse que o cara era um irresponsável por dirigir bêbado e ainda insistir em levá-lo para o hotel. O alemão não teve como escapar, acabou no banco passageiro morrendo de medo...“Nunca senti tanto medo em minha vida! Nem quando peguei um táxi na China” (essa comparação é grave, porque na China os taxistas até dormem no volante).
Sinceramente, eu me senti envergonhada. Primeiro porque eu sou brasileira e sei o que isso significa. Saímos, bebemos e voltamos para casa dirigindo crentes que nada vai acontecer, afinal o que são duas ou três cervejinhas... (às vezes esse limite é extrapolado, mas justificado com as famosas ladainhas “sou resistente para o álcool” ou “demoro pra ficar bêbado”! Beber e dirigir é ser irresponsável, não respeitar a própria família (sim, muitos pais e mães dirigem seus filhos depois de beber) e a vida do outro... Se beber, volte para a casa de táxi, durma no local da festa... enfim, existem inúmeras opções para evitar que o pior aconteça! Neste fim de ano: SE BEBER NÃO DIRIJA!
Campanhas que você deveria conhecer:
MADD (Mothers Against Drunk Driving) – Associação fundada por mães americandas que perderam filhos em acidentes causados por motoristas bêbados.
HelpJacqui - A venezuelana Jacqueline Saburido, vítima de um acidente também causado por um motorista bêbado, conta sua triste história em campanhas para evitar que esse tipo de tragédia continue acontecendo.
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










5 comentários:
Eu apoio totalmente essa campanha Sueli. Meu pai faz isso. Quando criança morria de meso que acontecesse algo. Sempre fui muito preocupada com tudo. Realmente acho uma irresponsabilidade. Espero que algum dia essa campanha valha alguma coisa aqui no Brasil.
Beijos.
Eu já sou adepto do puro e simplesmente, NÃO BEBA!
Álcool é uma praga. 70% dos acidentes de trânsito e dos casos de violência doméstica são causados pelo excesso dele. Sua publicidade, no Brasil, incentiva o consumismo desenfreado e além disso é sexista e rebaixa as mulheres a simples coisas que se encontram alegres em qualquer balcão de boteco de esquina.
Álcool consumido por criança ou adolescente decuplica as probabilidades dele virar alcoólatra durante a idade adulta.
E, pior que isso, o álcool estraga as pessoas, elas ficam chatas, irritantes, falsas e exibidas, perdem a educação e os pudores e não conseguem viver em soxiedade de modo sadio.
Tá certo que existem as exceções, as pessoas que bebem e não causam problemas. A elas, defiro meu respeito por respeitarem as demais pessoas, mas o melhor mesmo é não beber, porque os irresponsáveis são a maioria.
Acho que sou uma dessa exceções a que o Fábio Mayer se refere.
Talvez por que conheço bem os meus limites, ou porque quando me proponho a beber, o que não é tão frequente quanto se possa imaginar, nem pego o meu carro. Já peço para a Tânia não só dirigir, mas me levar no dela.
Assim evito qualquer problema, ainda que não me exceda.
Nunca bebemos juntos fora de casa e isso nos trouxe até hoje bons frutos. Assim vivemos e deixamos viver.
Bela postagem a sua, como já sempre se espera.
Ainda passo aqui pra desejar boas festas antes do Natal.
Parabéns.
Um beijo.
Infelizmente algumas pessoas ainda não acordaram para a realidade que álcool e direção não combinam. Infelizmente existem vítimas desta combinação sem respostas das autoridades que se dizem competentes. Até quando conviveremos com esta triste realidade? Infelizmente talvez, por um longo tempo.
Lorena, Fábio, Oscar e Jr, agradeço os posts e a visita! Realmente, torço para que as pessoas se conscientizem sobre o problema do álcool... Uma questão que deve ser discutida desde cedo em casa, com o filhos... Concordo, também, plenamente com as colocações do Fábio... em relação à publicidade! Bem lembrado! Agradeço demais os comentários! abs e Feliz Natal, Sueli
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