Há alguns dias, ouvi de um amigo que é uma crueldade com as crianças colocá-las numa creche/escolinha e ir trabalhar. O ideal, segundo ele, seria a mulher ficar em casa, abrir mão de seu emprego e carreira por no mínimo dois anos, e depois que a criança tiver condição de entender melhor as coisas (o que não dura somente dois anos), ela voltar a trabalhar e pensar em sua profissão.
Essa condição talvez fosse a melhor, mas francamente, não é porque estamos na época do Natal que devemos acreditar na rena do nariz vermelho luminoso e em seu algoz bonachão, tilintando o chicote e gritando “ho-ho-ho”. Em alguns casos em que a mulher pode abrir mão (não é bem esse o termo, e sim, adiar) de seus sonhos e realizações pessoais, essa condição pode mesmo ser a melhor para a formação da criança e para se sentir segura e amada. Mas a cada dia, mais e mais mulheres precisam trabalhar para ajudar no sustento da casa e para dar vazão aos seus anseios profissionais. Bom, isso as minhas companheiras de escrita e as nossas leitoras sabem e vivenciam muito bem.
Em casa foi assim. Minha esposa sempre trabalhou. Quando venceu a licença maternidade da nossa primeira filha, não dava para ela largar tudo. Resultado: minha filha foi criada desde cedo indo para a escolinha e ficando com parentes. Com a nenê não é diferente. A única diferença é que ela ainda não foi para a creche por questões de suas alergias. Mas é fica na casa de parentes.
Porém, em ambos os casos, uma coisa minha esposa e eu sempre deixamos muito claro. A educação quem dá é a gente, Quem “manda” ou “desmanda” somos nós. Elas têm de obedecer aos parentes, mas o limite são os valores da minha casa, o respeito começa com a gente. E se falarmos uma coisa para instruir ou chamar a atenção, não adianta, pode vir até o Papa que não vai mudar. Não tentamos compensar o tempo fora com mimos e mãos na cabeça para tudo. Dou muito carinho para as minhas filhas, mas se elas estiverem erradas, a intervenção é na hora (não digo bater, apesar de que uma palmada na hora certa, seguida de uma conversa franca, sempre funcionou). E não deixo ninguém ir lá dar carinho enquanto elas não entenderem o que aconteceu e porque receberam a bronca.
Pode ser que elas falem, quando crescerem, que são meio distantes por causa dessa criação ou por outro motivo. A gente nunca sabe o que os filhos serão ou de onde sofrerão influência. Mas elas não poderão se queixar da nossa ausência ou de não nos importarmos com o mundo delas. Nisso eu faço questão de estar sempre presente (não só eu, minha esposa também – mergulhamos e procuramos entender esse espaço delas para poder participar). E fico feliz, pois o mundo delas é maravilhoso.
Uma dica: dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, mas não vou me estender muito, pois a nossa amiga Aline fará um post a respeito. O que descobrimos, e que eu achei muito bom, foi um blog colaborativo que o Ministério da Saúde fez para discutir o assunto. Todo mundo pode participar e enviar seus posts. Acesse e deixe o seu recado: http://blog.qualsuaatitude.com.br/ Todos nós somos responsáveis na ajuda à prevenção dessa e de outras doenças. Faça a sua parte.
Abraços. Até quarta.
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










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