15 de Outubro de 2007

Referência e leitura

Desta vez, não dá pra ficar sem falar do fim-de-semana...Meu terceiro Dia das Crianças como mãe passei trabalhando ( sniffffffffff)...

...mas a Malu foi para uma festinha na casa de uma amiga, que comemorou o aniversário da boneca com direito a bolo e tudo. Uma boa idéia para as amiguinhas ficarem mais tempo juntas e longe do ambiente escolar. Teve até desfile da garotada, segundo o pai da Gi.

De volta aos 3,4,5,6,7,8,9 e 30 anos...
Sabadão consegui dar uma volta no centro para ver a exposição da TV cultura de figurinos infantis com a Malu. Está fantástica, mas a Malu se apaixonou mesmo pela mostra do Leonilson, no andar de cima do prédio da Caixa Econômica, da Praça da Sé, que apresentou a ela uma nova forma de brincar com linhas e agulhas (de plástico). É um artista brasileiro que nunca ouvi falar que morreu aos 36 anos e fez muitos desenhos quando ainda era criança e alguns trabalhos adultos. É uma boa volta á infância cheia de brinquedos, esculturas, bordados e quadros. Aproveitei a onda para ir até o sexto andar onde tem o museu da Caixa e conta a história da instituição financeira, inaugurada por D. Pedro II.

Como boa paulistana, domingão depois de trabalhar mais um pouquinho, almoçar com a família, fui ao shopping para ver o tal evento do Pooh. Uma furada total. Quinze minutinhos para Malu pular e abraçar os diferentes Pooh e seus amiguinhos de pelúcia depois de enfrentar um shopping Morumbi com público típico de Natal. Arghhhhhhh, um horror. Shopping em Sampa não dá mais...cada vez mais lotado.

Mas o que me traz aqui mesmo é a entrevista que vi com Paulo Autran na Band - gravada em janeiro do ano passado, em que ele fala como o ser humano é selvagem e tudo é um recomeço. Adorei a frase, a percepção desse sábio ator que perdemos neste fim-de-semana porque mostra o quanto é importante a referência familiar e a leitura. Ele dizia que a evolução dos homens é pequena porque não estamos acostumados a ler história e assimilar aquilo que nossos antepassados já nos alertavam. Cada ser humano é um recomeço que pode ser um recomeço de felicidade, tristeza ou angústia depende do que o pai passa para filho. Ou depende o quanto este novo ser busca nos livros. Ops! bárbaro porque é nisso mesmo que o Desabafo de Mãe acredita: referências e leitura....

Quem sabe assim os recomeços das próximas gerações não sejam melhores....

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