
Desde que meus filhos ingressaram na escola, noto a importância do nosso acompanhamento diário na rotina deles dentro da escola. Nem que seja para levá-los ou buscá-los, pois é importante conhecer as pessoas que estão ao redor de nossos filhos durante as horas que não os vemos. Particularmente, gosto de ver e interagir com todos, principalmente com os pais dos coleguinhas. Nem sempre todos participam das festinhas, das reuniões ou dos bate-papos de porta de escola por razões pessoais e não as discuto aqui. Acredito que cada família tem seu estilo. Mas acho que é um complemento importante do trabalho que fazemos em casa, pois comprovo na prática o quanto tem sido positivo. É um comentário aqui e ali para a professora na porta da sala que pode mudar o comportamento das crianças no resto do dia.
Acho muito proveitoso os aniversários, onde podemos trocar figurinhas ou reuniões entre pais e filhos promovidos pela escola. Esta semana, particularmente, achei muito bonito um trabalho de artes que realizamos com as crianças. Os pais e as crianças se reuniram num Atelier de arte da cidade, o Fazendo Arte. Lá, regado de pipoca, bolachas e chimarrão, fizemos lanternas de papel para a apresentação de final de ano da turminha e, também para serem usadas na “Caminhada das Lanternas”, uma tradição alemã baseada na lenda de São Martin, um bondoso soldado romano que ajudava os mendigos no rigoroso inverno. No início de novembro há uma série de caminhadas na Alemanha em memória desta lenda. As crianças criam suas próprias lanternas, geralmente feitas de papel. Então, partem de suas escolas ou jardim da infância com suas lanternas iluminadas para uma caminhada pelas ruas da cidade, enquanto cantam canções e seguem um homem cavalgando um cavalo e fantasiado de São Martin. No final da caminhada as crianças pedem doces nas casas, não há travessuras como na festa de Halloween, entretanto sutilmente as canções dão seus recados (tais como,“Aqui mora um homem rico que
tem muito para dar”).
Acho muito proveitoso os aniversários, onde podemos trocar figurinhas ou reuniões entre pais e filhos promovidos pela escola. Esta semana, particularmente, achei muito bonito um trabalho de artes que realizamos com as crianças. Os pais e as crianças se reuniram num Atelier de arte da cidade, o Fazendo Arte. Lá, regado de pipoca, bolachas e chimarrão, fizemos lanternas de papel para a apresentação de final de ano da turminha e, também para serem usadas na “Caminhada das Lanternas”, uma tradição alemã baseada na lenda de São Martin, um bondoso soldado romano que ajudava os mendigos no rigoroso inverno. No início de novembro há uma série de caminhadas na Alemanha em memória desta lenda. As crianças criam suas próprias lanternas, geralmente feitas de papel. Então, partem de suas escolas ou jardim da infância com suas lanternas iluminadas para uma caminhada pelas ruas da cidade, enquanto cantam canções e seguem um homem cavalgando um cavalo e fantasiado de São Martin. No final da caminhada as crianças pedem doces nas casas, não há travessuras como na festa de Halloween, entretanto sutilmente as canções dão seus recados (tais como,“Aqui mora um homem rico que
tem muito para dar”). Quando minha irmã e sua família moraram na Alemanha tiveram a grata oportunidade de participar deste belo passeio a noite pela floresta e guardam boas recordações. Como moramos numa cidade de cultura alemã, Novo Hamburgo, esta tradição foi absorvida por aqui e todos os anos as escolas da cidade procuram mante-la.
A escola dos meus filhos terá a sua própria caminhadinha nos arredores da mesma e, para quem quiser, pode participar da caminhada maior pela cidade. Eu, meu marido e nosso trio trabalhamos com afinco nas nossas três lanternas. Na caminhadinha da escola com certeza estaremos, já para a maior, acho que os meus filhos ainda são pequenos. Entretanto, creio que o espírito da união e o trabalho em grupo proposto foram muito válidos.
Mais do que o brilho que terão estas lanternas, o brilho do olhar dos nossos filhos diante de nossa presença e atenção já vale todo o esforço e tempo despendidos em qualquer tarefa ligada a eles.










7 comentários:
Oi Aline
Eu nao sabia que aí também cultivavam essa tradicao, eu sou de Vacaria e descendente de italianos, entao nunca havia presenciado uma "Laternenfest" no Brasil. Mas neste ano vamos participar, no dia 12/11, pela quarta vez aqui na Alemanha de uma "procissao" dessas com a escola de meu filho. Aqui em Göttingen a tradicao é bastante cultuada, mas nao tem o homem a cavalo e as criancas também nao pedem doces nas casas. Entretando nao deixa de ser divertido, pois controem suas próprias lanternas e aprendem cantigas tradicionais que cantam pelo caminho. É muito bonito e as criancas adoram, apesar do frio e da escuridao!
Um beijao, gosto muito dos seus textos mas nem sempre comento, pois mais aprendo do que tenho a complementar.
Oi Gisele,
Obrigada.
Sabes que eu andei pelo teu blog para achar comentarios sobre a festa. A Sam tinha me comentado que tu tinhas contado. Não encontrei..Rs Acho que foi o sono!
Minha intenção era colocar um link para o teu texto...Se tu puderes me manda para eu linkar...
Sabes...Essa dos doces e do cavalo aqui não tem! Eu li que tinha na Alemanha...vai ver que era antigamente...
Minha irmã morou aí quando os filhos eram pequenos e tambem participavam..
Obrigada pelo teu comentário...
Meu pai estava até tentando lembrar da música Lantern alguma coisa...rs
Não achei na Internet..
Se tiveres a letra, me manda...ele queria ensinar as crianças...risos..
eu@alinedexheimer.com.br
Li que vais voltar em breve..
Bom Retorno!
Beijos,Aline
Aline... eu ia falar da Gi de novo... risos!
Acho lindas as tradições, cultivo as minhas nipônicas, mas, apesar do sobrenome do meio ser Hoffmann, eu nada sei das germânicas, uma pena! Estou ansiosa para ver fotos das lanternas que fizeram.
Recentemente, por conta do aniversário do Giorgio, eu tb pude conviver com os pais dos coleguinhas dele e considero indispensável este contato para a segurança afetiva e psicológica das crianças. Na escola de Curitiba (Junshin)fazíamos atividades artesanais assim para as datas tradicionais japonesas e as crianças ficavam brincando juntas enquanto as mães se conheciam e fortaleciam os laços de amizade. Sinto muita falta disto, mas agradeço a Deus por ter me deixado boas amizades.
Abraços e parabéns pelo tema e o exemplo.
Aline
Eu acho que eu nunca postei sobre a "Laternenfest", pois às vezes dava um tempo no blog e acho que justamente no mês de novembro nao postei. Eu tinha era comentado no blog da Sam mesmo, quando ela falou de uma oficina no MAM onde as criancas poderiam confeccionar suas próprias lanternas, foi aqui:
http://samanthashiraishi.wordpress.com/2007/10/12/pe-descalco-nunca-mais/#comments
Mas vou fazer isso na próxima semana depois da festa na escola do Victor. Ah, esqueci de comentar que na escolinha, ao chegarmos da procissao era servida uma deliciosa sopa de legumes. Vou ver se consigo a música pra ti.
Beijos,
Gi
Voltei! Achei aqui algumas cancoes, a última dessa página é bem popular, o Vi cantava na escolinha, quem sabe é essa que o seu pai tentou lembrar?
http://hydesmith.com/kinderschule/events/laternenfest.html
Beijo,
Que delícia parece ser essa festa Aline! Sabe, é isso que eu quis dizer no meu post sobre o dia das bruxas...que a tradição pode ser trazida de outros países, afinal somos uma pátria colonizada por tantas culturas! até respondi a Gisele, que se eles estão dentro dessa tradição, vivenciando isso devem mesmo aproveitar e absorver ao máximo! Tbém sou descendente de alemães, tenho muito disso em meu sangue, afinal meu tataravós vieram de lá, mas foram eles que passaram adiante, para meus avós, que passaram para meus pais e para mim...embora eu (questinadora que sou) não goste muito de enfeitar arvores de natal com algodão branco para simboliza neve!!! risos
beijos e boa semana
Oi, Aline. Acho super válida a manutenção das tradições, seja qual for a nacionalidade ou região do País. Acho importante a pessoa saber suas origens e o que os antepassados cultivavam. É muito triste quando a cultura de um povo morre ou fica deturpada totalmente.
Porém, mais importante que isso, acho que as sensações provocadas pela proximidade da família, o trabalho em grupo e os laços fraternos são indispensáveis ao bem-estar de qualquer indivíduo.
Recentemente fizemos uma oficina de artes plásticas na escola que a Bi estuda. Ela escolheu a mãe para ajudar, mas foi a família inteira. Era para montar um mosaico com azulejos, fazendo o desenho que quisesse. A sala ficou parecendo um formigueiro com tanta gente trabalhando. O resultado desse encontro são dois murais que a escola fez nas paredes externas da escola, com a aplicação de boa parte dos mosaicos produzidos pelos pais e alunos. Além do visual alegre que ficou na escola, perpetuou a união de quem participou e estreitou mais o canal de comunicação com a escola.
Parabéns pelo texto e por cultivar as tradições de seu povo.
Manoel
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