Nesta semana o mundo editorial está voltado para a XIII Bienal do Livro do Rio, que movimenta o Rio Centro desde ontem, 13, até 23 de setembro, como comentei aqui. Mas, infelizmente, sabemos que o acesso à leitura em nosso país é mais um dos direitos que poucos cidadãos conseguem acessar, por ser um produto caro e eletizado. Quando vemos eventos assim, além de aproveitar para consumir cultura (na minha opinião uma necessidade humana), precisamos nos questionar. Que alternativas temos para democratizar o acesso à cultura? É imprescindível permitir que novas gerações se formem com a estrutura intelectual e moral necessárias para formar um povo consciente e capaz de formar uma sociedade justa e igualitária. A questão sai de nossos lares e funde-se com o coletivo.
Lembram-se do lema da Revolução Francesa, que, apesar de fracassada (a monarquia voltou com Napoleão anos depois e houve muito derramamento de sangue em vão no pós-revolução), deu ao mundo princípios democráticos? Falava em igualdade, liberdade e fraternidade.
Temos trabalhado na igualdade em vários aspectos, como o direito da mulher ao trabalho, contado com bom humor hoje por Marli no seu texto Sou boa em casa, mas gosto mesmo de gestão empresarial. Mas e no aspecto social, da inclusão de menores, da educação e acesso à cultura? Temos sido fraternos neste ponto? Nossos filhos são fraternos quando praticam o bullying com um coleguinha na escola? Tatiana nos lembrou ontem que as crianças podem ser cruéis.
Espero que estas questões estejam na pauta daVI Semana no ECA no Butantã que acontece até sábado em São Paulo. E que possam ser um parâmetro para todos nós na formação dos valores morais de nossos filhos e da sociedade que eles breve estarão gerindo conosco.
18 de Setembro de 2007
Liberdade, igualdade, fraternidade
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4 comentários:
Sam , muito legal esse toque porque a gente esquece mesmo de valores importantes como citados por você e pelas pessoas que indica neste post diante dessa avalanche de notícias que institucionalizam valores tão vergonhosos como corrupção e impunidade. parabéns. adorei as dicas no post e a coesão de falar tanta coisa em tão poucas palavras!
Oi, Sam. Pirataria é crime, isso ninguém discute. Mas o preço que se cobra por um livro, um lançamento, principalmente quando é de alguém famoso, muito badalado pela mídia, isso fica no esquecimento. É absurdo pagar tão caro para ter acesso a cultura. É absurdo que não se cultive o amor à leitura, a busca por conhecimento e crescimento por meio dos inúmeros títulos.
Quanto ao direito da mulher, isso nem falo nada, porque não concordo que a mulher fique em casa, só cuidando das crianças e dos afazeres, a não ser que seja por pura opção dela (e mesmo assim, há casos onde a rotina causa estresse, desânimo, entre outras coisas. Em alguns casos pode causar uma das piores que conheço: inveja, seguido da sua companheira, a fofoca).
Sobre as crianças, tenho a dizer que é um apanhado de tudo que acaba construindo esses franksteins. Falta de limites, de atenção, mimos em exagero, "deixa-pra-lá", desmandos, não incentivo à cultura, programas nada educativos, isenção de valores e valorização das opiniões e vidas alheias, entre tantas outras coisas que tornam a educação de uma criança complexa, mas que precisa ser feita por alguém, de preferência pelos pais, pois a vida ensina de várias maneiras, porém, às vezes, bate mais que os "meninos da escola". Aí não adianta chorar depois. Só restará a lamentação. O que não pode acontecer de jeito nenhum é dar o exemplo, tentar criar da melhor maneira possível e deixar que eles virem sacos de pancadas, seja na escola, seja nas ruas.
Parabéns pelo texto.
Abraços.
Manoel
Ceila, legal ver que notou minha sutileza na semana pós-Renan e tudo mais!
Obrigado pelo elogio ao post enxuto! Vindo de você, vale o dobro.
Manoel
respondi seu comentario no meu post de hoje, O livro perigoso, http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2007/09/o-livro-perigoso.html
Valeu.
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