A Mic participou da II Conferência Nacional de Política para Mulheres na semana passada e fiquei morrendo de inveja dela. Imagina ver, observar, sentir mais de mil mulheres pensantes, conscientes, cidadãs que querem fazer diferente...???!!!! Caramba, isso seria fantástico! Infelizmente são poucas as mulheres que têm condições de participar, ou pela falta de informação, principalmente pela falta de grana e lógico pela falta de interesse ou pela acomodação típica do brasileiro...mas now temos a internet!
O lado bom do mundo virtual é que Michelle soltou uma série de discussões quando trouxe essa participação para o blog dela no post Muito além da maternidade. Eu confesso que não li os 39 comentários porque o post da Mic me faz pensar nos preconceitos...O quanto, nós, mulheres, somos responsáveis pelos estigmas do mundo feminino?
E, o pior, o quanto transmitimos isso para nossos filhos. Não só falo do preconceito racial, da cor, mas também do preconceito dos perfis femininos, da mulher burra e aquela que se considera inteligente, da mulher pobre e aquela que se considera intelectual, do mundo dúbio que não se interconecta...Da beleza versus uma porrada de coisa, que vai desde o casamento, ser ou não dona de casa até formação acadêmica.
Confesso que ainda sou preconceituosa. Ainda vivo baseada em perfis de quem é quem...Cada dia que passo busco me tornar mais multidisciplinar, mas é uma luta contra a maré. A Malu tem me ensinado muito a aprender ser cidadã porque ela tem os dois lados muito intensos: é extremamente colaborativa e extremamente egoísta e preconceituosa. Ela quando não gosta de alguém, ou não quer trocar algo com o outro, ela é radical. As crianças são assim e ela é sincera. Fala: não gosto de você. Ou você é feio. Taí o nosso papel de mudança. Nada de risada nem de permissão. É hora de exigir outra atitude da criança. E isso só faz com exemplos, referências. Ou seja, suas atitudes estão em xeque nesta hora.
Eu tenho aprendido muito a me reconhecer nas opiniões inocentes da Malu porque se a gente não deixa claro aquilo que é ruim, negativo, a gente não se permite mudar, tratar. Sim porque preconceito é doença. E, você, qual preconceito que te incomoda?
Topa usar a web para trocarmos sugestões, opiniões, esclarecimentos sobre essas infinitas problemáticas?
Infelizmente, o governo anda desplugado. Pedi entrevista para Secretária de Mulheres, co-reposnável pelo Planjemanto familiar, há bom tempo, eles deram retorno, mas as respostas da entrevista nunca vieram... já faz mais de meses...
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










2 comentários:
Sim...somos muito responsáveis. Há muita coisa inculcada na cabeça das nossas crianças passadas pela mãe..a história do trabalho de mulher, ou trabalho de homem..homem não faz isto, mulher não pode fazer assim...
Eu reparo que fazemos muito mais do que os homens. Tento muito não fazer. Até porque a nossa sociedade cada vez menos tem (e ainda bem),papeis definidos. Mas lá devo cometer os meus errozinhos...bem, vou tentar melhorar.
Gostei deste debate
Beijinho
oi querida que bom que gostou deste debate...topa fazer um desabafo about?
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