É impressionante a diversidade do ser humano. Cada dia deparo mais com as diferenças e vou me reconhecendo, me achando, me virando e sendo...Tudo isso só porque existe um espaço - ainda muito mal organizado - que fala sobre mães. E como elas são diferentes apesar de terem os mesmos interesses. Sinto o quanto os pensamentos se divergem entre elas, mas a voz parece única para todas.
Essa diversidade, aliás, resulta numa troca infinitamente rica que me faz pensar o quanto é revolucionário o que está acontecendo AGORA. Um exemplo dessa loucura foi o texto da Andrea Zotelli (Natureza da Mulher) que nasceu de um comentário do blog da Samantha Shiraishi que discutia sobre o desabafo de estréia da Lúcia Freitas, a não-mãe do Desabafo de Mãe.
O resultado final dessa continuidade da discussão pela internet implica em fragmentos de idéias que retratam o papel da mulher na sociedade. Lúcia Freitas, que dia a dia contribui para exaltar o trabalho do Desabafo de Mãe no LadyBug Brasil, desabafava apenas da cobrança da sociedade sobre a exigência da maternidade para as mulheres. E quem foi que disse que mulher nasceu só para reproduzir e renascer como uma nova mulher, agora sim, como Mãe?
Samantha que também apóia o projeto com unhas e dentes no seu espaço da blogosfera traz uma citação de Badinter para a discussão e confessa o quanto se sente mais aliviada por saber que alguém já dizia que maternidade não é natural - ou seja, basta engravidar para amar o fato de ser mãe e ter um filho. Isso assusta, pô! Somos humanas, não reprodutoras - então, o texto chega no ápice com o comentário feito pela Andrea Zotelli que dá uma aula sobre seus pensamentos, que traz até uma analogia com nossos antepassados, cujo comentário foi publicado na seção Desabafe Já (link acima).
Essa, sim, é a verdadeira troca de links que enriquece, não o bolso, mas a alma. É a discussão pela rede que transforma, que ensina, que nos move a continuar aqui e agora em frente a uma telinha branca com sol gritando lá fora. Acha que a discussão de ser, ou não, mãe acabou? A corrente só pára quando termina a interatividade. O espaço para comentários está aberto...
As mulheres não são mercadorias, as mães também não
1 hora atrás










3 comentários:
Olá, Célia.
Vi o link para este post no Rec6 e achei bastante interessante as tuas colocações. Não tanto, sinceramente falando, pelo assunto que aborda em seu blog, mas pela postura do que entende como retorno na blogosfera.
Apesar de acreditar no retorno financeiro, não acredito nele por ele mesmo; ou seja, criar pontes pela rede com o único intuito do retorno financeiro, porque isso na maioria das vezes, empobrece esses laços que podem ser quase sublimes.
Obrigado pela lembrança disso, porque, imerso nesse mundo "estranho" (blogosfera), que até 1 mês atrás não imaginava o quanto tinha crescido nos últimos anos, nos habituamos (eu) às técnicas, questões de interesse da maioria, sedução monetária e etc...
Grande abraço.
Eric Coutinho
Olá Eric,
fico muito feliz com seu comentário porque acredito que essa seja realmente uma revolução social e radical para a dinâmica do acesso á informação. É uma pena não se interessar pelo tema Mães ou Mulher já que também exige um novo olhar da sociedade. Um olhar mais atento para que nossos filhos tenham mais condições que nós de olhar para homem ou para mulher não como conotações de gênero masculino e feminino, mas principalmente como seres humanos que tem falhas e precisam muito um do outro para se evoluirem.
Beijo grande!
Ceila Santos
Já já estarei interessado...
Estamos planejando (eu e minha mulher), tentar a gravidez a partir do fim deste ano ou início do próximo.
São momentos... :)
Postar um comentário