20 de novembro de 2009

O Pequeno Príncipe

"Tu és responsável por tudo aquilo que cativas"

Você já leu o Pequeno Príncipe para o seu filho? Eu ainda não li para o Tomás, mas adoraria levá-lo ao Parque do Ibirapuera para visitar a exposição "O Pequeno Príncipe", que acontece na OCA até o dia 20 de dezembro. Menores de 3 anos não pagam entrada.

Em uma espaço de mais de 10 mil metros quadrados, serão exibidos materiais inéditos até mesmo na França que farão os visitantes se sentirem nas páginas do livro.

Serviço:“O Pequeno Príncipe na Oca”
Local: Oca, Parque do Ibirapuera, s/n – Portão 3 – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez
Cerimônia de abertura: 21 de outubro às 19h30
Duração: 22 de outubro a 20 de dezembro
Horários de abertura: terças a sextas-feiras, das 9 às 19 horas, e das 10 às 20 horas nos finais de semana finais de semana e feriados.
Preço: R$ 18 (inteira), R$ 9 (meia) e livre para menores de três anos, maiores de 60, público especial e escolas públicas agendadas
Visitas monitoradas e agendamento escolar pelo telefone (11) 3883-9090 ou pelo e-mail: atendimento@divertecultural.com.br.

18 de novembro de 2009

Como enfrentar os fantasmas no dia da Consciência Negra?

Pesquisei, mas não achei nada. Minha sensação era de que já tinha falado sobre Raça e Preconceito por aqui e queria resgatar isso porque mudou muito meu olhar sobre esse tema. Sinto que agora sou mais consciente. No passado, eu tinha medo de ter preconceito. Ficava me questionando o tempo todo sobre hipóteses para provar se realmente eu não era preconceituosa. Exemplo: como reagiria com netinho negro? Será que eu o trataria com mais cuidado que os outros...Hoje me questiono menos porque entendo que essa angústia e receio são frutos do preconceito que existe no nosso cotidiano e, detalhe, na nossa história de mais de 400 anos de escravidão.

Por mais hipóteses que busco para ter certeza se sou, ou não, preconceituosa, nunca terei a certeza absoluta. Essa resposta é diária e deve ser dada na prática quando deparamos com o diferente e escolhemos tratá-lo como um irmão/"igual", ou não. É no cotidiano que existe a diversidade e não em hipóteses ideológicas. Não é fácil fazer sempre a escolha da diversidade porque ainda há muitos fantasmas rodeando nossos olhares e, ás vezes, nem percebemos que agimos mais como nossos antepassados do que com a nova realidade.

Criança ajuda muito a gente ver diverso, mas também a fazer preconceito. A esponjinha quando sai de casa ouvi os estigmas, os símbolos e de repente começa a te expor um mundo do século passado. Uma das coisas que me incomoda muito é a ESCOLA que ensina o Dia do Índio igualzinho eu aprendi. Ou seja, um homem que anda pelado, mora numa oca e é preguiçoso. É difícil trazer os milhares de outros lados. Museu Africano, no Parque Ibirapuera, me ajudou muito a mostrar para Malu a diversidade do índio e do negro, a chegada dos escravos, a cultura colorida e cheia de deuses. Até tentei falar da luta e mostrar as histórias, mas não houve interesse. Tudo ao seu tempo.

Por enquanto, ainda não veio nenhum fantasma da escola sobre a Consciência Negra. E, na sua casa, já chegou tais fantasmas? Como tem sido o desafio?

Mas, confesso, que há muitos discursos do pretinho ou negrão carregados dos símbolos da inferioridade dentro da família. Antes eu parecia um general gritando, tentando mudar o mundo aqui e agora. Hoje já não me machuca tanto...Só entro em ação quando sou questionada pela Malu ou retomo aquela atitude quando estou contando uma história antes de dormir...Eu já indiquei aqui a coleção Histórias à Brasileira, de Ana Maria Machado ( são tres livros deliciosos cheios de coisa nossa). Eles me ajudam muito a falar do capira, da catequese dos jesuitas, folclore e tantas outras consciências necessárias sobre Quem Somos. Mas não tem muita estória para ajudar na construção da Consciência Negra. Se tiver dica de livro infantil que conta boas histórias para juntos começarmos um novo capítulo após os 400 anos de escravidão, please, compartilhe conosco!

17 de novembro de 2009

Eu Quero Mais!!!

Eu resolvi ouvir o lado da indústria na I Conferência Internacional de Marketing Infantil para entender melhor todos lados da moeda do PL 5921/2001... Ainda preciso ouvir mais, ler o projeto antes de decidir minha posição, mas não tenho dúvida de que é crucial defender os direitos da infância na publicidade infantil. Além disso, é bom lembrar que o PL é resultado da mobilização e trabalho do Instituto Alana - uma organização extremamente importante, ética e séria.

Não há dúvida de que temas como esse devem ser obrigatórios em blog de mãe virtual que quer fazer diferente. Até porque uma das discussões que surgem caso o PL seja aprovado é de que a publicidade infantil será deslocada exatamente para nós, mães! E foi esse olhar da indústria que me chamou atenção. Estamos preparadas para sermos o alvo da indústria que produz o marketing infantil? Confesso que não sei...Ainda mais agora que a indústria pode me usar como ferramenta de mídia.

Por outro lado, não há dúvida de que há muitas oportunidades. Exemplo? Podemos transformar os interesses do consumismo em bem-estar social para a sociedade e, consequentemente, para nossos filhos. Exemplo? Lembra qual era a mensagem do OMO quando você era criança? Pois bem, agora o branquinho é pra sujar. Eu nunca tinha parado para pensar o quanto é inversa a mensagem de hoje com a do passado.

Isso me fez perceber o quanto as grandes marcas agora "vendem" o mundo da sustentabilidade, do politicamente correto, do bem estar, da solidariedade, do novo mundo, do resgate com a natureza...Bingo!!! Se agora somos também produtores de conteúdo, além de consumidores, podemos falar dos nossos interesses. Existe espaço para brincadeira no seu bairro? Alguém promove alguma coisa aí do lado da sua casa no fim-de-semana para você levar seu filho?

Eu adoraria levar minha filha no estádio de futebol ou no parque aqui perto para passar um domingo brincando de pular corda, de amarelinha, de dançar cirandinha e tantas outras brincadeiras de rua com a criançada do bairro. Isso custa dinheiro, mas muito pouco para setor privado e público. Podemos agora contribuir, colaborar e sugerir como consumidor quais são as lacunas e ausências que as mensagens da marca nos provocam.

Você pode falar da praça do seu bairro que precisa de reestruturação, da importância das festas regionais para celebrar brincadeiras antigas, da criação do Dia Nacional do Brincar, dos impactos da violência que invadiu o único espaço verde de alguns metros que tem ao lado da sua casa...Enfim, coisas que precisam ser feitas são o que não faltam para nossas crianças e não quero ver meus desejos só na telinha. Eu quero mais! Muito Mais! E, você, o que quer???

16 de novembro de 2009

Meu Parto...Como foi o seu?

Eu nunca tinha entendido o desejo enorme que sempre senti pelas dores do parto. Bastou descobrir a gravidez para o desejo de ter um parto normal invadir minha alma, meu corpo e minha vida. Agora (acabo de descobrir como foi o meu parto) esse desejo começa a ganhar sentido... Foram quase 48 horas de dores para eu nascer...Eu só cheguei ao mundo via faca e cirurgia assim como minha filha.

A diferença é que a Malu nasceu após oito horas de contrações, mas eu demorei quase DOIS DIAS - minha mãe quase morreu!!! Ela explica que tinha útero virado ou um problema qualquer que a impediria de ter parto normal. Eu tinha tudo certinho, mas a Malu não descia e quando nasceu estava com tres circulares de cordão umbilical preso no pescoço. Eu ainda choro pela cesárea e desejo um parto normal.

Ah! Como eu queria conhecer o gostinho de parir suando, chorando e sorrindo...Imagino que deve ser a maior emoção do mundo!
OK! Calma! Eu sei e conheço que a emoção de ter um filho via cesárea existe, mas ainda desejo e sonho pelo parto normal. Coisas de humano.


A idéia deste post, entretanto, não é conversar sobre a dobradinha parto ou cesárea ( informação é o que não falta sobre isso. Basta usar o Google ou ir em qualquer banca de jornal). Minha descoberta está no fato de voltar ao meu parto só agora depois de 35 anos!!! Eu ouço há muito tempo sobre meu nascimento: a dificuldade, os médicos, a falta de infraestrutura no hospital, os choros e as dores...mas nunca tive a atenção necessária para ouvir os mínimos detalhes, encará-los de frente e re-pensar sobre minha chegada.

Como assim, você se dedica ao Desabafo de Mãe e não tem detalhes sobre seu parto?

Fiquei com vergonha quando ouvi do outro tal indagação. Afinal, o outro tem razão. Eu tinha que saber tudo sobre isso, né? Não! Não precisamos ser as experts desde o momento em que Ser Mãe torna-se uma missão de vida. Pelo contrário. É justamente o aprendizado de mães e a diversidade do conhecimento que pode ser trocado entre nós, as especialistas em parto, as especialistas em histórias, as especialistas em receita, as especialistas em educação e por aí vai que dá sentido à maternidade, a internet, á minha vida, á sua e ao projeto Desabafo de Mãe.

Conhecer mais de você pela paixão do outro começa a dar sentido a suas dores, aos seus desejos e até nas suas transformações. Mas isso jamais a tornará especialista senão for a sua grande paixão e missão de vida. Eu estou começando agora a resgatar meu parto e isso tem sido muito importante pra mim. É por isso que lhe pergunto: como foi seu parto? Não aquele onde você teve chance, ou não, de fazer uma escolha se seu filho chegaria numa sala de cirurgia ou só na hora normal do parto. Mas sim o parto que trouxe você ao mundo. Sabe exatamente o que seu pai sentia, onde ele estava e como foi o apoio dado á sua mãe?

Tem sido muito mágico eu voltar ao meu parto e, por isso, resolvi compartilhar contigo essa experiência. Quem sabe essa magia não pode acontecer com você também num processo de re-pensar o passado para transformar o futuro. Conte um pouco pra gente o que significa pra você descobrir o seu nascimento, agora que você também é mãe!!!

13 de novembro de 2009

Circo de graça em São Paulo


Entre 16 e 22 de novembro, o centro de São Paulo será palco do I Festival Municipal de Circo que reunirá 250 artistas e promoverá diariamente espetáculos gratuitos ao público. A lona principal, com capacidade para receber até 400 pessoas e abrigar o trapézio livre, ficará no Vale do Anhangabaú. Mas em outras partes do centro, como o Lago do Paissandu, também haverá atividades e apresentações circenses.

Durante o evento, será promovida mostra competitiva que premiará em dinheiros os melhores espetáculos inscritos voluntariamente pela internet, no endereço http://cultura.prefeitura.sp.gov.br .

SERVIÇO: 1º FESTIVAL MUNICIPAL DE CIRCO
De 16 a 22 de novembro

Vale do Anhangabaú, sob o viaduto do Chá - Centro
Horários das apresentações: 10h, 12h, 14h e 18h

Largo do Paissandu
Horários das apresentações: 12h e 18h

Encontro de Malabaristas: sábado dia 21, das 11h às 16h

Espetáculos Gratuitos. Informações: 11.3868.4172 ou www.cooperativapaulistadecirco.com.br

11 de novembro de 2009

O uso da internet está em discussão!

É a primeira vez que acompanho e vejo uma Consulta Pública aberta no Brasil que tanto eu como você pode dar pitaco sem precisar pegar microfone no local específico. Porém, as regras do jogo exigem qualidade e fundamentação. É por isso que antes de gritar é importante que eu e você entenda o que está sendo discutido. Eu proponho ás mães virtuais que querem fazer diferente entrar nessa discussão. Como?

Podemos resgatar a blogagem coletiva e aprendermos juntos. A idéia não é buscarmos respostas, mas a partir de perguntas entendermos o que está sendo discutido. De acordo com os Termos de Uso da consulta pública: As discussões do Marco Regulatório são divididas em temas. O primeiro tema trata-se da PRIVACIDADE e as questões colocadas são quatro. Veja abaixo quais são elas:
1.1.1 Intimidade e vida privada, direitos fundamentais
1.1.2 Inviobilidade do sigilo da correspondência e comunicações
1.1.3 Guarda de logs
1.1.4 Como garantir a privacidade?

Que tal quatro blogs de mães criarem discussões ( perguntas, principalmente) com suas respectivas redes sobre cada questão acima com tema Privacidade. É bom lembrar que o marco regulatório propõe três eixos e cada uma deles está dividido em tópicos relacionados. Logo, esse eixo ( privacidade) é apenas um começo que demandará muito trabalho de pesquisa para que juntas possamos ter nossas próprias opiniões sobre o que está sendo discutido. Acho que só assim podemos fazer a diferença!

Eu vou tentar convencer via email algumas blogueiras conscientes para escrever, perguntar, enfim, discutir e conversar sobre cada tema, mas se você já considera mãe de um dos temas acima, basta escrever seu post, linká-lo aqui nos comentários e promover a discussão. Quanto mais participação, melhor!

O importante é PENSAR ALTO antes de sermos contaminadas pelas opiniões já formadas. Eu estou disposta a prender com você e após ler muita blogagem coletiva, principalmente de mães, criar minha própria opinião sobre os príncipios de liberdade nesta Sociedade da Informação. Participe! Seja uma Mãe Virtual que faz diferente!

10 de novembro de 2009

A importância do olhar dos Outros!!!

Eu confesso cheguei até a odiar aquelas mães com filhos de 3, 4 ou 5 anos que davam risada das minhas dores, preocupações ou "menosprezavam" o meu momento de mãe de primeira viagem de um bebê. Hoje, ás vezes, me pego cometendo o mesmo olhar quando encontro uma outra mãe de primeira viagem. Coisa de olhares!!! E como eles são múltiplos e necessários. Quer ver um exemplo?

Me vejo de novo agora, que leio Mafragafando, com um olhar há muito tempo esquecido. O olhar de antes de ser mãe, quando conseguia observar o outro e perceber o que aquela criança precisava ou desejava naquele momento... É muito fácil a gente entrar no ritmo do cotidiano na hora em que há possibilidades de ruptura e só mesmo com olhar do outro para percebermos os absurdos. Por isso, a importância de tentar ver a vida não só com olhar de agora, mas também dos olhares esquecidos.

Não é nada fácil para uma mãe acostumada a acordar cedo, fazer café ao mesmo tempo que prepara a mamadeira e arruma a mala do trabalho e ainda a mochila do filho e relembra do celular do marido e avisa ao outro sobre a touca da natação, conseguir dizer NÃO à rotina multitarefa na hora em que precisa ser dito. O risco de vivermos no automático o ritmo da vida materna/profissional/companheira/amiga é imenso. Só mesmo com olhar do outro para sairmos do cotidiano robotizado.

Óbvio que no dia-a-dia só mesmo nós sabemos a hora e o tempo que estamos atentas em dedicar 100% do nosso tempo ao nosso filho, mas também sabemos que são os exemplos que vão construir muito da vivência dos nossos filhos. O mundo ideal não existe para todos. Seria perfeito para as mães que desejam ter a realização de ser mãe 100%, enquanto os pais bancam tudo. Mas isso é quase utopia para a maioria. São poucos que tem esse privilegio. A maioria precisa trabalhar e muitas também não desejam isso.

O fato é que a rotina de fazer tudo ao mesmo tempo agora para quem é mãe, profissional, mulher, amiga e tudo aquilo que quem não é mãe também "precisa" ser... exige uma atitude insana de estar fazendo 50 coisas ao mesmo tempo e quando chega a hora do almoço, você esquece que é hora do almoço. Hei, acorda, que tal lembrar do olhar do outro e perceber que sua filha está aí do seu lado captando TUDO E PRECISA DE VOCÊ PARA ENSINÁ-LA que alimentar-se tem um ritual que precisa ser preservado, independente se o mundo em sua volta te cobra e lhe exige outra postura. Hora do almoço é sagrado!!!